De acordo com a Diretora-Geral da Saúde, a gripe poderá ter um pico durante o mês de janeiro. Para esta situação contribuem dois fatores: o regresso às aulas e a descida da temperatura. A responsável garante que os serviços estão preparados, mas nada como ter cuidados acrescidos.

  • Cuidado com a temperaturaEstar em casa com o ar condicionado ou o aquecedor no máximo pode ser muito confortável, mas nem sempre o mais aconselhável. Não exagere na temperatura e sobretudo não saia desse ambiente quente sem se agasalhar convenientemente. Bebés, crianças e idosos requerem especial atenção quanto às mudanças bruscas de temperatura.
  • Vacine-se - A vacina da gripe demora cerca de 15 dias a fazer efeito, mas ainda vale a pena porque tem a duração de um ano. Lembre-se que deve repetir a vacinação todos os anos devido à variação da estirpe do vírus. Esta arma contra a gripe é recomendada sobretudo a grávidas, pessoas em contacto com gestantes ou recém-nascidos, idosos com mais de 65 anos, doentes crónicos e profissionais de saúde. A vacina é administrada nos centros de saúde e nas farmácias.
  • Viva a vitamina C - Alimentos ricos em vitamina C fortalecem o sistema imunitário, protegendo das infeções virais como a gripe. Não deixe a laranja, o tomate, o kiwi e os brócolos de fora do menu.
  • Atenção à higiene - O contágio dá-se, muitas vezes, devido a falta de cuidado com a higiene. E as precauções começam com uso dos lenços de assoar. Esqueça os de pano que acumulam as secreções que transmitem o vírus e opte pelos descartáveis. As gotículas de respiração são responsáveis pelo contágio da gripe, logo cubra a boca sempre que tossir ou espirrar e não toque na cara com as mãos sem estarem lavadas.
  • Fuja das multidõesCom o frio, é natural que busquemos locais fechados e muitas vezes com grande concentração de pessoas. Esqueça este recurso, pois estes ambientes são propícios à propagação da doença.
  • A importância da hidrataçãoBeba muitos líquidos – dois a três litros por dia – de preferência água e outros sem açúcar. A desidratação deixa as mucosas do sistema respiratório mais espessas, favorecendo a cultura do vírus. Dois a três litros diários será o ideal.
  • A ida às urgênciasAs urgências dos hospitais são focos da doença e estarão apinhadas nesta altura do ano. Recorra-lhes apenas no caso de ter sintomas como febre alta (38,5ºC) há mais de três dias, falta de ar com expetoração ou sangue, alterações do estado de consciência, vómitos e diarreia persistentes.