Chegado o tempo frio, o sistema imunitário fica mais fraco e gripes e constipações atacam em força. E estas duas doenças são apenas duas das principais causas do muito incómodo pingo no nariz. À dupla junta-se a rinite alérgica que apesar de mais frequente no outono e primavera, dá sinal de si durante o ano através de diversos sintomas, entre os quais um constante pingo nasal.

A exposição a agentes agressores, como o pólen, pode espoletar a rinite. Estudos recentes concluíram que a rinite pode ainda ser ativada pelo próprio exercício físico, com 56 por cento dos corredores a sofrerem de pingo no nariz durante longos períodos de tempo. Tal sucede devido ao aumento do fluxo de ar inalado, que à medida que a respiração acelera obriga o nariz a produzir muco em excesso.

E a culpa pode também ser da almofada da cama. De acordo com um estudo realizado no Reino Unido, o objeto é capaz de acumular ácaros e células mortas que atingem em dois anos dez por cento do seu peso. As enzimas e fezes dos ácaros provocam assim sintomas semelhantes aos da constipação, entre os quais o pingo nasal.

A sinusite é outra das responsáveis por andarmos com um lenço constantemente colado ao nariz. O muco que se acumula nas cavidades junto ao nariz é naturalmente líquido e escorre para as fossas nasais. Mas quando a sua produção aumenta, acaba por ficar retido nas paredes interiores destas, provocando uma inflamação acompanhada de dificuldade em respirar e pingo no nariz.