Apesar de poder afetar qualquer indivíduo, esta condição de saúde oral tem mais incidência na faixa etária dos 20-40 anos, no sexo feminino, em fumadores e em pessoas com periodontite, uma doença crónica das gengivas. A gravidade, essa é variável, indo de uma dor aguda e passageira até uma forte e continuada. De modo geral, as queixas têm como origem os estímulos frios e quentes, mas também a ingestão alimentos doces ou ácidos. A dor pode ainda surgir quando se esfrega uma área sensível, por exemplo durante a escovagem dos dentes.

O que é a sensibilidade dentária

A sensibilidade dentária não é uma doença, mas uma condição que aparece e desaparece ao longo do tempo. Ocorre quando a dentina, um tecido poroso dos dentes junto às gengivas, fica exposto. A dentina tem milhares de canais microscópios – túbulos – que ligam ao nervo. Uma vez expostos, devido à recessão do tecido gengival ou à perda do esmalte, os nervos são ativados com maior facilidade por vários estímulos, provocando a dor.

O que provoca a sensibilidade dentária

As causas da sensibilidade dentária são variadas. Entre elas está a escovagem demasiado frequente e agressiva com escovas de filamentos duros, que pode levar ao desgaste do esmalte e à retração das gengivas, expondo mais a dentina. Outra delas é a doença gengival (gengivite). Esta inflamação reflete-se em gengivas mais sensíveis, originando sensibilidade dentária, já que grande parte da superfície da raiz do dente fica exposta.

Há ainda que estar atento à retração gengival junto dos dentes sensíveis. Entre as suas causas estão a doença periodontal e também a escovagem agressiva. Ranger os dentes de dia ou durante a noite é também um hábito que potencialmente desgasta o esmalte e expõe a dentina.

Limpeza e outras intervenções na cadeira do dentista - como os branqueamentos – são, em alguns casos, causadores de sensibilidade dentária. Mas não se alarme, trata-se de algo temporário, que passa normalmente pouco tempo depois de terminado o procedimento.