Diversos estudos relacionam o stress com as doenças das gengivas. Tal ocorre sobretudo porque torna mais difícil a luta do sistema imunitário contra a proliferação de bactérias, mas também devido a consequentes hábitos pouco saudáveis como a ingestão de certos alimentos, o tabagismo, a negligência na higiene oral e a falta de visitas ao dentista.

As gengivas tendem assim a ficar inflamadas, inchadas e a sangrar com maior facilidade, sintomas que podem conduzir à periodontite, levando à destruição do tecido ósseo e até à perda dos dentes.

Dores e bruxismo

Mas as gengivas não são as únicas vítimas do stress. Este aumenta a tensão na boca e nos maxilares, o que pode provocar dores de cabeça, enxaquecas e mal-estar crónico. Na lista de sintomas encontram-se ainda dores de ouvido, pescoço, ombros e zumbidos, reflexos do mau funcionamento do sistema mastigatório e de problemas de deglutição.

O stress é também, muitas vezes, causador de bruxismo, que provoca ranger e fricção dos dentes, durante o dia ou no período de descanso. E este é um problema que atinge não apenas adultos, mas igualmente as crianças, sujeitas a uma crescente competição e horários escolares exigentes.

Tanto em adultos como nas crianças, o bruxismo manifesta-se num anormal alinhamento e desgaste dos dentes e dos tecidos que os suportam; e ainda no desenvolvimento exagerado dos músculos faciais.

O combate a esta condição faz-se, desde logo, com o alívio do stress. Tente relaxar e abrandar e evite ingerir cafeína e álcool. É também, muitas vezes, recomendado o uso de goteira durante a noite, podendo mesmo ser necessário alinhar a dentição com recurso a ortodontia fixa.