As doenças periodontais – gengivite e periodontite – atingem sobretudo os indivíduos entre os 30 e os 50 anos. Existem, porém, grupos de risco, que estão mais sujeitos a uma ida ao dentista não programada.

Diabéticos. Este grupo é mais suscetível a inflamações das gengivas, incluindo a periodontite. Tal sucede porque os elevados níveis de glicose no sangue ajudam ao crescimento de bactérias na boca, criando um ambiente propício a estas doenças. Outro dos fatores que deixa as gengivas mais indefesas é o reduzido fluxo de saliva, uma vez que este é importante na limpeza e proteção oral.

Fumadores. O tabaco é um dos maiores inimigos da saúde das gengivas, diminuindo o oxigénio na corrente sanguínea, reduzindo o fluxo de sangue e nutrientes aos tecidos gengivais e fomentando assim as infeções. Para além disso, torna mais complicado o diagnóstico da doença, já que oculta sintomas, entre os quais o sangramento. Como se não bastasse, o tabaco desacelera a cura, fazendo com que as gengivas demorem mais ou nunca cheguem mesmo a sarar.

Pessoas stressadas. O stress, bem como a ansiedade e a depressão, potenciam as doenças gengivais. Tudo porque o aumento dos níveis de cortisona (hormona que se produz em estados de stress) leva à redução da imunidade. Para além do mais, indivíduos stressados tendem a ter hábitos desaconselhados à saúde oral, como fumar, alimentar-se mal e menosprezar a higiene dos dentes e da boca.

Grávidas. É nesta fase da vida que o corpo sofre mais alterações hormonais que afetam a saúde das gengivas, tornando-as mais sensíveis à placa bacteriana. Sintomas como os vómitos excessivos e a redução da saliva também são de ter em conta na diminuição das defesas gengivais.

Mulheres na menopausa. O decréscimo na produção de hormonas reflete-se nas gengivas e na mucosa bucal no seu todo. Uma das consequências é a gengivite descamativa, que se manifesta pela perda das capas exteriores das gengivas, podendo mesmo deixar a descoberto as suas terminações nervosas. É ainda nesta altura que pode ocorrer um maior desgaste ósseo ao nível dos maxilares, levando ao agravamento das doenças periodontais.