De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as crianças não devem transportar nas mochilas mais de 10 por cento do seu peso corporal. Mas a recomendação está longe de ser seguida. Um estudo recente da DECO, realizado a alunos do 2.º ciclo, concluiu que 66 por cento ultrapassava este limite.

As consequências de mochilas com peso excessivo são graves para a saúde infantil, incluindo problemas de coluna, como a hiperlordose lombar, a hipercifose torácica, a escoliose e as hérnias.

Eis alguns conselhos práticos para preservar a saúde dos seus filhos durante todo o ano letivo.

  • Design. Tenha em conta o tamanho da criança na hora de comprar a mochila. Esta deve ser espaçosa e ter alças largas, fortes e acolchoadas. A parte de trás, que toca as costas, também deve ser acolchoada. É ainda aconselhável que tenha um cinto.
  • Arrumando em conjunto. A educação é fundamental. Ensine a criança a usar a mochila de forma saudável, ajudando-a na arrumação e certificando-se de que leva para a escola apenas o estritamente necessário.
  • Peso distribuído. É fundamental distribuir bem o peso pela mochila. Objetos mais pesados, como livros, devem ficar no fundo da secção central e os restantes nas bolsas laterais e frontais.
  • Uso. Habitue a criança a prender as duas alças da mochila nas costas, de modo a que distribuir o peso. Usar apenas uma alça provoca tensão muscular, transferindo o peso só para um lado, o que puxa o ombro para baixo e causa dor no pescoço, ombro e costas. As alças devem também ser ajustadas para centrar a mochilas nas costas e o cinto colocado.
  • Postura. Uma mochila demasiado pesada faz com que a criança puxe as costas para trás, obrigando-a a dobrar-se para a frente com recurso aos quadris ou arqueando as costas. Ao pegar na mochila, a criança deve baixar-se e dobrar os joelhos. Faça os possíveis para que não a deixe no chão para evitar quedas e tropeções.
  • Trolley. As mochilas com rodas surgiram como alternativa às convencionais e são recomendadas sobretudo em caso de muito peso. Mas devem ser evitados em pisos irregulares ou em muitos lanços de escadas.
  • Tempo de transporte. Por muito ergonómica que seja, a mochila não deve ser transportada por mais de quinze minutos.
  • Exercício. Não deixe o seu filho cair no erro do sedentarismo e privilegie atividades físicas ao ar livre, incluindo exercícios que fortaleçam a musculatura das costas.
  • Intervenção médica. Atenção a queixas de dores nas costas, alterações na postura e marcas das alças da mochila nos ombros. Consulte o pediatra perante qualquer um destes sinais.