Todas as gestantes, mesmo as que não são alérgicas, apresentam uma tendência para a congestão nasal devido ao aumento hormonal.

Seria de esperar que as que sofrem de rinite alérgica vissem esta condição agravar-se durante a gravidez. Mas não é bem assim. Na verdade, estudos mostram que algumas mulheres realmente pioram, mas outras não apresentam alterações, havendo até casos que melhoram.

Complicações

Ao provocar congestão nasal intensa, a rinite alérgica obriga a gestante a respirar pela boca, o que acaba por causar pigarro, secura, sinusite e infeções das amígdalas ou da faringe. Estes sintomas podem prejudicar os padrões de sono, impedindo o repouso necessário e afetando assim a qualidade de vida.

Para além do mais, a respiração bocal transporta para os brônquios um ar mais seco e frio, que pode provocar crises de asma.

Tratamento

Tal como na asma, é possível tomar anti-alérgicos durante a gravidez, existindo alguns mais indicados para esta fase da vida da mulher, como o caso dos corticóides inalados e determinados anti-histamínicos.

Já os descongestionantes sistémicos não devem ser usados, enquanto os congéneres tópicos nasais poderão ser prescritos mas apenas por períodos que não ultrapassem uma semana.